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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Mudança




E mais uma vez, você foi embora
E outra vez, eu fiquei aqui
Pela décima vez, olho o horizonte além,
Numa esperança muda
Meus olhos voltam-se ao caminho onde você partiu
Quero enganar-me, iludir-me, te esperar
Meu inconsciente, não sabe o que é perder
Meu coração, não conhece despedidas
Minha alma, não entende a dor da separação.
Questiono-me em mil pensamentos, em idas e voltas
Em te perder, em te querer.
Não e não, meu eu não aceita outra volta.
Agora sei que algo será alterado
E quando outra vez tu voltares
Não te abrirei minha porta
Não escutarei teu suplício
E se outra vez tu voltares, e quando outra vez tu voltares
Encontrarás tão somente, o vazio dos meus olhos
E o sepulcro dos meus sentimentos
E quando mais tarde, olhares atrás
Verás então, que foste tu, e tão somente tu,
Que emparedaste o mais fiel dos sentimentos.
Foste tu, que arrancaste a mais bela essência
Emudecendo para sempre os sonhos que contigo levaste.
Então eu serei para sempre amada
Tal qual uma ninfa, eu repousarei em teus sonhos
E serei inatingível
E te aprisionarei em meus elos
E serei o teu carrasco
E te mostrarei que estais sós
E chorarás o amor perdido
Sofrereis, sim, sofrereis, como dantes, eu havia sofrido.
E eu te virarei as costas, e irei sem lágrimas,
Sem dor
E esse será o teu tormento
E esse será o teu castigo.

 Mara Laurentino

Um comentário:

sl disse...

este teu poema e de um amor tamanho do mundo
lindo de mais adorei ,ele diz tudo
bjs flor