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domingo, 17 de março de 2013

EU SOU



Sou pedras e rochas 
espalhadas no caminho
Grito sufocado na garganta
O pingo de sangue 
no rasgo do espinho
Metros de puro egoísmo sem por que
Estrada deserta ao anoitecer
O pulo do sagui desarvorado
Loucuras de um ser atordoado.
Escrita sem conclusão 
sem nexo
O côncavo sem o convexo
Gente fatal, que nem sempre 
agrada
Às vezes amada, ás vezes odiada.
Mentiras e verdades, s
ou mistura disso também
Lacunas no meio do espaço
Sou só mais um louco 
no meio de cem
Mara Laurentino
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

ESPERANÇA








Da vida, eu tiro o mais doce
Do incerto, eu tiro a razão
Do seja, eu tiro a certeza
Das dores, eu tiro a lição
Do tempo, eu tiro histórias
Do mundo, eu tiro o saber
Dos versos, eu tiro esperança
Dos sonhos, eu tiro o crescer .
Das noites, eu tiro o orvalho
Das plantas,, o que há de bom
Do campo, eu tiro o cheiro
Das notas, eu tiro o som.
Do passado, eu tiro experiência
Pra juntar tudo isso, em um só,
Misturar, com os meus sentimentos.
E sonhar, com um mundo melhor.

Mara Laurentino

SAUDADES


                                                                                                                                            
Saudades, doces saudades.
Do tempo que não volta mais
Da tua voz, teu sorriso.
Dos nossos dias de paz

Saudades da, tua boca
Da tua pele, de tudo enfim
Saudades, do cheiro das rosas
Que sempre trazias pra mim.

Saudades da primavera
Quando vecê foi  para não voltar
Mesmo sabendo ser inútil á espera
As saudades me lembram a luz do teu olhar.

Saudades nas noites, de estrelas cadentes.
No brilho da lua, Ou no sol reluzente.
No som do riacho, nas ondas do mar
No pingo da chuva, no grilo a cantar.


Saudade Saudade está á machucar.
Nos dias de inverno, nas noites a sonhar
Pior que a saudade, é saber que agora.
Você foi embora pra não mais voltar.

  Mara laurentino



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Um poema para Helena








Helena dos meus amores
Flor mais bela do meu jardim
Embriaga-me em doce incenso
Desabrocha só para mim.
Sinto teu perfume em minha pele
No toque suave de tuas mãos
Em teu rosto um sorriso sincero
         Nos olhos, a chama ardente da paixão
 Quero te falar tantas palavras 
     Mas não consigo me expressar
Derramar aos teus pés a minha alma
        Perder-me para sempre, na luz do teu olhar.
Ouvir teu coração batendo forte
que de encontro ao meu, vem se juntar
Unindo para sempre a mesma sorte
E conjugando assim o verbo amar.
Leva-me neste teu mundo de encantos
De amor e paz, oh linda morena!
Que eu pra sempre viverei feliz
Nos braços meigos, da minha amada Helena.

Mara Laurentino

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Eu partículas do universo

Eu sou o pingo da chuva que molha a tua cabeça
corre em todo teu corpo, caindo na terra seca
Sou cheiro da terra molhada, da grama. das flores silvestres
O final de uma grande estrada, o alivio de quem padece
O olho do furacão, Sou o vento em sua fúria
fogo que arde na pele, A dor que não tem cura
Sou temporal e terremoto,a natureza em revolta.
A onda brava do mar, as baleias que estão mortas
Sou a luz sou claridade, Sou metade de você
Sou o mal e sou o bem, Só resta você escolher
Que eu sou a vida, eu sou a morte, mas também sou benquerer
Sou pedaços do teu passado, começo do teu viver
O futuro que vem correndo a história que irá acontecer,
Sou o choro das crianças. Sou andarilho sem destino
O sol a meia noite, A fome do nordestino
A vaca magra do pasto, As travessuras do menino
Sou a poeira cósmica, a nuvem de parafina,
Sou o amante das madrugadas, a virgindade das meninas
Sou o monstro, sou o médico, Sou  teus versos tuas rimas
Sou teus pensamentos viajando neste mundo tão diverso,
Carrossel deste grande parque, Eu sou partículas que formam o universo.

Mara laurentino

Um anjo



Saiu de dentro de mim,
Minha alma á te procurar
Por entre mundos distantes,
por entre caminhos longínquos
No universo de sonhos a andar
Estava tão solto tão leve
qual espírito a levitar
Por entre plumas e nuvens
Soltas no céu a voar
Agraciastes-me com olhar de ternura,
como quem procura achar
A beleza das frutas maduras
ou a leveza dos pássaros no ar

Qual uma imponente águia
Com tuas asas, viestes me acobertar,
Derramou em mim um incenso
Que em meu corpo eu vi espalhar
Igual á mágica dos sonhos,
em minhas costas eu também vi brotar
Duas asas de enorme tamanho,
e contigo no céu fui voar
Escutei musica de harpa,
Que tocava no universo sem fim
De repente os meus olhos se abriram
Era um anjo, cuidando de mim.

Mara laurentino

Vou ver Mariana


A chuva molha a terra, molha a serra 
Molha minha roupa, mas vou ver Mariana!
Vou cantando na chuva, dançando na chuva
Correndo na chuva, vou ver Mariana!
A chuva molha meu rosto, molha meus ossos
Até minha alma,... Cadê Mariana?
Vou ver Mariana, pulando na chuva, sorrindo na chuva,
Lá vem mariana!
Chove na rua, canto na chuva, brincando com a chuva
E chove Marianas!
Mariana menina, Mariana mocinha, Mariana grandinha
Quantas Marianas houver! 
E sonho na chuva, sorrindo na chuva, amando na chuva.
E na chuva encontro minha Mariana, Mariana molhada
Mariana faceira, Mariana brejeira, Mariana mulher.



Mara laurentino

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A saga do nariz






Oh nariz de enorme tamanho!!
por tua causa eu tanto sofri!
Já quis te cortar, te amassar
te por no lixo!
Vejam só, por causa dele
como eu fui infeliz!
Mais parece um viaduto
de tão grande extensão
Sempre unido em minha cara
sem ter dó nem compaixão.
Quando olho para os lados
ele também ali está.
E olhando eu de frente
ele acompanha o meu olhar.
Na rua lá de casa
eu sofria com os moleques
Só faltava dá um ataque
com aqueles serelepes.
Eles me chamavam de tucano,
ou venta de arara,
E eu queria era morrer
ou te arrancar da minha cara.
Esse infeliz desse nariz
vai aonde quer que eu vá
Mais parece um encosto
ou outro braço que ali está.
Vai crescendo a cada dia,
eu não sei, aonde isso vai parar.
O que eu queria mesmo
era arrancar, o mal pela raiz
Baixar a crista desse desalmado
que chamam de nariz
Poder acabar com a raça dele
ou mesmo lhe extinguir
Mais pra dá um jeito nele
 Só o Ivo Pitanguy.

Mara Laurentino

Véu de estrelas





     Busquei em cada estrela fulgurante lá no céu
      O brilho de cada uma, formando um lindo véu
De raios coloridos, te cobri ao anoitecer
          Embaixo deste véu imenso, então escondi você

Em cada centímetro, deste teu belo corpo nu
Tatuei também a lua e um pedaço do céu azul
Coloquei aos teus pés, toda cor da aquarela
    No jardim das ilusões, te mostrei a flor mais bela

Desta linda flor, o incenso extrai para te dá
         Te alimentei com doce néctar, beija-flor á te beijar
      Te levei por sobre nuvem de algodão a caminhar
Uni a minha voz a tua, em melodias a cantar

 Nesta doce melodia, teu corpo uniu-se ao meu
Escutei teu coração, ele disse-me eu sou teu
                   Te enchi assim de estrelas, as mais brilhantes que no céu há
                 Pegastes-me em teus braços fortes, e me levastes a flutuar

Mara Laurentino

sábado, 12 de janeiro de 2013

Menino levado






Corre menino levado
Pelas ruas sem parar
Corre menino descalço
Para recado levar
Dona Chiquinha do lado
Já te deu os dois vinténs
Para subir la no morro
E dizer a
dona neném
que a festa do batizado
ficou pro ano que vem.

Corre menino levado
Sobe e desce sem parar
Seu Joaquim lá do boteco
Já quer contigo falar.
Para no meio da rua
Pra ver o bumba passar.
Corre desce, desce e corre
Igual água, no ribeirão
Folhas secas no outono
Menino sentado no chão

Na casa pequena de barro
Menino levado, á sonhar
Que um dia, não por acaso
Também irá se casar
Crescer, estudar, trabalhar
É o sonho, que todos tem
Mas naquela casinha tão pobre
Ilusão é tudo que vem

Corre menino levado
Que o dia amanheceu
Já te chamam aqui na porta
É a mulher do seu Romeu
Aquela, da filha loira
Com imensos olhos azuis
Que pensas nela, ás vezes
Isto é a tua cruz.

Corre menino levado
Anda, anda, sem parar
A esperança
é a última que morre
Diz o ditado popular
Na vida só se consegue,
o que nós vamos buscar
Com muito esforço
e trabalho
E sem deixar de lutar.
Mesmo na estrada da vida,
nós temos
Que nos contentar
Que Deus fez, ricos e pobres
Só nos resta trabalhar

Mara Laurentino






AGRDECIMENTO









JÁ É UM NOVO DIA
OUÇO PÁSSAROS A CANTAR
A NÉVOA SE DISSIPA
O SOL ESTÁ A BRILHAR

UM NOVO DIA COMEÇA
JÁ OUÇO CRIANÇAS BRINCAR
MOCINHA LINDA BREJEIRA
COM FLORES A CARREGAR

SAUDEMOS UM NOVO DIA
UM NOVO AMANHECER
AS FOLHAS BALANÇAM NAS ÁRVORES
OS FRUTOS ESTÃO A CRESCER

SAUDEMOS Á NATUREZA
QUE TANTOS BENS NOS OUTORGA
A VIDA EM SUA BELEZA
NA ÁGUA DA FONTE QUE JORRA

AGRADEÇAMOS A DEUS ESTE DIA
E OUTROS QUE HÁ DE VIR
QUE SEJA LINDO E DE PAZ
SE ASSIM ELE NOS PERMITIR
 Mara Laurentino

FORÇA DO AMOR



ESCREVI TEU NOME EM MINHA VEIA
COM A CANETA QUE O DESTINO ME TRAÇOU
QUEBREI OS ELOS, ROMPI TODAS AS CADEIAS
COM A FORÇA INIGUALÁVEL DO AMOR

VIVENCIEI ASSIM POR TODOS OS DIAS
A FORÇA INSUPERÁVEL DA PAIXÃO
E PARA SEMPRE NESTA DOCE NOSTALGIA
TATUEI-TE BEM LÁ DENTRO DO CORAÇÃO

EM MINHA PELE DESENHEI O TEU RETRATO
COM TINTA DOCE DE MEL E HORTELÃ
SENTIR TEU CHEIRO AGUÇOU O MEU OLFATO
TAL QUAL ADÃO POR UM PEDAÇO DE MAÇÃ

COMO UMA COBRA FUI CHEGANDO DE MANSINHO
TE MORDI BEM ALI NO CALCANHAR
NÃO COM MALDADE, MAIS COM TODO O MEU CARINHO
UM JEITO MEIGO DE FAZER  AMAR.

MARA LAURENTINO

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

FORÇA MAIOR


És a luz que ilumina o dia
És o raio de sol a brilhar
A fonte da sabedoria
estrelas, no céu a cintilar
Inocência pura de arcanjo
Dos anjos e querubins
Perfumes das flores silvestres
Das rosas e dos jasmins
És a cor, do arco-íris
As notas de uma canção
O riso de uma criança
O pulsar de um coração
És vida, além da morte
Da vida, tu és a essência
A alma que nos torna forte
A força da nossa existência
És o fruto, da figueira brava
Alento para os dias meus
Alegria, quando triste eu estava
A história que não se perdeu
É amor em forma de versos
Esperança nos infortúnios meus
O mais belo dos mais belos sentimentos
Só tu és, e pra sempre será.o meu Deus !

 Mara Laurentino